Do contrabando de filmes aos desenhos infantis de sucesso.

Do contrabando de filmes aos desenhos infantis de sucesso.

Febre no Japão desde o final da Segunda Guerra Mundial, os animês apresentam características bastante distintas, como o uso de uma direção de arte ágil, enquadramentos ousados e a abordagem de temas variados. O animê é tradicionalmente desenhado a mão. Porém, com o desenvolvimento dos recursos tecnológicos de animação, principalmente a partir da década de 1990, muitos animês passaram a serem produzidos nos computadores.

Entre os temas mais abordados estão a ficção científica, aventura, terror, infantil e romance.  É bastante comum, mesmo nas produções infantis, encontrar situações de humor adultas. Há também na animação japonesa grande presença de personagens bem-humorados, mesmo que alguns tenham uma conotação homossexual.

Outra característica dos animês é a voz, sempre um elemento muito importante na construção de um personagem. Em muitas produções podem-se observar caracterizações exageradas de sinais visíveis de sentimentos, como gota de água no rosto do personagem, diminuição do personagem representando vergonha ou medo, nervos estilizados, dentes ou chifres aparecendo repentinamente nos personagens simulando raiva ou maldade.

O animê faz muito sucesso no Japão e em vários países do mundo, incluindo o Brasil. As animações são elaboradas para o cinema, televisão e revistas em quadrinhos. Aos que não sabem, vale dizer que vários desenhos infantis da televisão brasileiras são animês, como Dragon Ball, Digimon, Pokémon, cavaleiros do Zodíaco e Death Note.

Animês x Mangás

É simples! Animê é a animação japonesa e mangá é a arte em quadrinhos. Geralmente, o animê vem depois de um manga bem sucedido. Segundo informações do site Portallos, o que faz o animê conquistar a preferência do público é a velocidade da história, sem fillers, ou seja, a fidelidade com os ideais do autor – isso inclui a narrativa por completo: com a violência e o apelo sensual. O animê está sujeito às centenas de fillers, pois precisa de adaptação para comercializar melhor no mercado mundial. É muito comum personagem ser alterado para não ser censurado na hora da comercialização. Mas é claro que não existe um melhor que o outro. Cada pessoa tem sua preferência e se adapta melhor a um estilo.

História

Tudo começou em 1916, quando Noburo Ofuji criou as primeiras películas de animação japonesa. Passados 16 anos, a animê – nome dado a qualquer animação feita no Japão – tomou um novo rumo e ganhou som implementado por Kenzo Masaoka. O nome da animação, que até hoje é referência na cultura cinnematográfica do país oriental, era “Chikara to Onna no Yononaka”.

Mas foi em durante a segunda guerra mundial que os animês ganharam ainda mais forma. Com a ocupação dos Estados Unidos, muitos artistas japoneses tiveram contato com a cultura ocidental e, influenciados pela cultura pop norte-america, desenhistas em início de carreira começaram a conhecer os quadrinhos e desenhos animados na sua forma moderna. Na época, havia negociantes que contrabandeavam rolos de filmes americanos, como desenhos da Disney, para servir de inspiração.

Foi em 22 de outrubro de 1958 que o anime Hakujaden (A Lenda da Serpente Branca) estreou. Essa foi a primeira produção lançada em circuito comercial. Só que, para muitos, o boom do anime está associado ao Mangá Calendar, o primeiro especialmente feito para televisão. Feito em 25 de junho de 1962, ficou no ar por dois anos.

Em 1963, foi lançado Astro Boy, o mais popular dos animês da época. Baseado no mangá de Osamu Tezuka, já com a estética de personagens de olhos grandes e cabelos espetados vinda da versão impressa, o desenho foi o propulsor da maior indústria de animação do mundo.

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